terça-feira, março 13

A minha desgraça

Usar óculos não é apenas uma necessidade oftalmológica. É uma postura, um modo de estar na vida.. senão vejamos:

óculos que parti:

óculos que voltei a usar por força das circunstâncias:



Acho que agora dá para perceber o meu desespero.

segunda-feira, março 12

Fim-de-semana trabalhoso

Este fim-de-semana foi atípico; vi pouca televisão e não houve sesta... tive de ir à loja do cidadão renovar o B.I. sob risco de não poder embarcar para a planeadíssima visita a Barcelona(primeiro e como boa freguesa que sou, fui ao registo em Oeiras...demorava 30 dias! em Lisboa demora 5 dias úteis apenas). Tive um rasgo de responsabilidade e ia tratando também da renovação do contribuinte, mas a fila de espera devolveu-me logo juízo. Por falar nisso, ainda estou para perceber porque raio sou uma das únicas azaradas a ter data de validade no contribuinte!!
Adiante... como tive de pisar os meus óculos na semana passada, ando à procura de uns novos. Contrariamente ao que seria de esperar, encontrar modelos simples é complicado. Os meus óculos eram (como me custa conjugar isto no passado!...) do mais simples que há: sem armação, lentes rectangulares, hastes metalizadas. Confesso que eu também não ajudei ao deitar fora os óculos antigos. Agora tenho de descrever o que pretendo, sendo que eu sou aquele tipo de pessoa que fala do "coiso que tem uma coisinha assim mesmo ali, está a ver?".Por enquanto voltei ao meu modelito de mil novecentos e troca o passo, que me dá ares de quem parou no tempo.

sexta-feira, março 9

Direitos


Recebi um mail que dificilmente poderia cair na indiferença... Deixo aqui a transcrição.



Sabes que direitos tenho em Portugal?


"(..)Beatrice Hall disse referindo-se a uma atitude de Voltaire - no livro "The Friends of Voltaire" (1906) -, não concordo com o que dizes, mas defenderei até à morte o direito de o dizeres. Ao recorrer às pessoas que gosto reconheço que o faço por vários motivos e quiçá os mais importantes sejam a sensibilização e visibiliade [porque vou dou a cara e não finjo aquilo que não sou!].

Quero escrever, ou melhor, gostaria de escrever algo com pés e cabeça, mas temo perder-me com circusntâncias sem importância por isso o melhor é mesmo começar pelo princípio...

Durante muitos, muitos anos escondi de todos quem sou - não sei se poderão compreender o que é esconder o que somos, sentimos e vivemos. Escondi que gostei de uma das minhas melhores amigas quase toda a adolescência e que havia jurado a mim mesma nunca confessá-lo por medo/ vergonha sobretudo. Só no ano passado consegui enfrentá-la e dizer o que tinha sentido. Não sei se era ou não importante para ela, mas posteriormente vim a confirmar que sempre fora óbvio mesmo quando eu não era capaz de admitir que sentia borboletas na barriga e que o seu olhar me fazia ganhar o dia!

Não sei se conseguem imaginar o que é pensar que todos irão deixar de gostar de nós apenas porque somos nós próprios, sem medos, sem represálias.

Hoje em dia vivo com a Rita às claras, sem mentiras ou máscaras. Gostamos uma da outra o suficiente para desejarmos um caminho comum. Contudo, vivemos comos duas fora-da-lei em muitas situações do nosso dia-a-dia.

No nosso país, as relações entre pessoas do mesmo sexo são relegadas para segundo plano. Somos vistas/os como relações menores porque duas pessoas do meso sexo não podem/devem querer o mesmo que duas pessoas de sex diferente, mas não me perguntem porquê. Até agora não encontrei qualquer resposta verdadeiramente válida quando falamos de democracia ou valores democráticos.

Zapatero, disse no seu discurso há dois anos atrás - no discurso sobre a aprovação de casamento entre pessoas do mesmo sexo -, que una sociedad decente es aquella que no humilla a sus miembros (...) Es verdad que son tan sólo una minoría, pero su trinfo es el triunfo de todos.

E tu sabes que direitos tenho no nosso país?

Sabes concretamente que direitos tenho juntamente com a Rita enquanto casal?

Para mim é importante saber o que pensas e o que queres para o nosso país.

Espero que este email não caia em saco roto porque para que algo mude necessito da tua ajuda. Estás disposto a sê-la?(...)"


Botões e tempo livre

São uma combinação perigosa. A culpa disto tudo é das meninas A. e É. que resolveram criar um blog. Eu tive de mexer no template do meu para acrecentar o link. Comecei ver botões e quando dei por mim mudei o template do meu! Bem, se não me habituar a este tenho bom remédio...

quinta-feira, março 8

Vivam as mulheres


Hoje e todos os dias.

quarta-feira, março 7

Charlie Chaplin

Estava a passear pela net, quando vi um poema do Charlie Chaplin do blog do Thiago . Não fazia idéia que o cómico era também poeta... Tentei encontrar o texto original que o Thiago postou mas sem êxito. se quiserem lê-lo basta clicarem aqui .

Entretanto, deixo-vos uma citação, também da sua autoria.

We think too much and feel too little.

segunda-feira, fevereiro 19

Passeio por Sintra



Já não ria tanto há algum tempo...

segunda-feira, janeiro 22

Deturpar ou detorpar

Escrevi mal a palavra deturpar no último post - já corrigi entretanto. A i. alertou-me para isso este fim-de-semana e fê-lo discretamente, porque isto de corrigir alguém em frente a terceiros tem muito que se lhe diga. Podes e deves continuar a fazê-lo e tens o meu consentimento para o fazer em público de futuro :)

(Do lat. deturpáre, «desfigurar»)
v. tr.,
modificar, alterar para pior;
desfigurar;
desfear;
corromper;
adulterar;
tornar torpe.

Não gosto de errar, mas prefiro errar e aprender a permanecer na ignorância... neste caso em particular nem me passou pela cabeça que estaria errada, por isso não me dei ao trabalho de consultar o dicinário. O que nos vale nestas alturas é a exposição que a nossa escrita "sofre". Obrigada, i.!

quinta-feira, janeiro 18

Engolir sapos...

... faz parte da vida e não nos tentemos convencer do contrário. Por mais desagradavel e injusto que possa ser, ajuda-nos por vezes a prosseguir sem metade das chatices e confusões que advêm da "lavagem de roupa suja". Há ocasiões em que é pura e simplesmente impossível falarmos daquilo que nos desagrada; primeiro, porque não vamos ser ouvidos e, por conseguinte, compreendidos; depois, nada do que dissermos vai corrigir o que está errado; por fim, podemos ainda ter o azar de passarmos pelos vilões da história ou de deturparem as nossas palavras.


Infelizmente, isto de engolir sapos não é só vantagens... deixa-nos como que um gosto amargo de hipocrisia e cinismo na boca, por não estarmos a ser transparentes com alguém. Por mais que esqueçamos e perdoemos, aquela aresta ficará sempre por limar.


Não faço disto regra na minha vida, claro. Penso que as ocasiões que referi devem ser excepções porque na maior parte das vezes ser frontal (com o tacto e bom senso adequados à pessoa/situação, senão tornamo-nos meramente brutos) é enriquecedor para as partes envolvidas. Há que conversar, esclarecer malentendidos, não ter medo de dar o braço a torcer...
E não perder a boa-fé nas pessoas.

Quem vai a barcelona, quem é?


(apesar de não estar incluida na foto, também vou!)

quarta-feira, janeiro 17

O mês da trabalheira

Quando o mês de Dezembro chegou ao fim, pensei para os meus botões que Janeiro seria melhor...! Enganei-me! Tenho muitas coisas para exprimir e contar, falta-me é o tempo para as colocar aqui...

Até já, espero eu...!

quarta-feira, dezembro 27

Natal

Apesar de tudo(tudo engloba adversidades da vida, stress, etc.)... o meu Natal foi bom. Passei-o com as minhas entes queridas e acho que desta vez me esforcei por lhes comprar qualquer coisa com gosto, tempo, dedicação. Cheguei à conclusão que comprar prendas não é uma tortura e está longe de ser um feito inalcançável... De certa forma põe à prova os nossos conhecimentos sobre os prendados, aviva-nos a memória e torna-os como que mais presentes.

Votos para 2007

Não vou a tempo de vos desejar Feliz Natal, mas ainda consigo desejar que entrem com o pé direito em 2007!
Beijinhos a todos

terça-feira, dezembro 12

Supresa!

A Sónia cozinha!
(e bem)

quinta-feira, novembro 30

Beijos & Braços

No passado domingo fui ver a peça "Beijos & Abraços". Gostos são gostos, e o meu não se deu bem com a peça... Gostei do diálogo inicial entre as personagens centrais (muito bem representado) e das mudanças de cenário (original); os actores representavam bem, nada parecia "forçado"; a nudez (os quatros actores aparecem nus)... acho que passados dez minutos nem se dá por isso...! Por fim, não consegui deixar de esboçar um sorriso às criticas lançadas às associações LGBT...


Porque digo então que não gostei? Porque a peça me entediou... gira demasiado a volta de questões "genitalenciais", asneiras, jogos de submissão/dominação psicológica. Em suma, achei o enredo pobre.
E agora vamos falar um pouco do que menos gostei nesta minha ida ao Teatro... Começou por ser o texto do encenador e também actor na peça, Luis Assis, que catalogou o país de mediocre e disse estar-se completamente nas tintas para o que os outros possam pensar ou dizer da peça. Não percebo porque se dá então ao trabalho de pesquisar no google referências à peça, e publicá-los na sua página contra a vontade do autor, afirmando: "O autor deste blog pediu-me que retirasse a transcrição aqui reproduzida do seu post e respectivos comentários. No entanto, tratando-se de uma publicação online disponível a qualquer usuário da Internet e que, inclusive, surge nas buscas do Google, quando se procura referências ao Beijos & Abraços (foi assim que o descobri), mantenho aqui obviamente o link, para quem esteja interessado em ler, quer o post, quer os comentários. "


Parece-me que a pessoa mais interessada em ler posts, artigos e outros que tais referentes à peça é a mesma que se está nas tintas para as opiniões de terceiros, mas enfim... Nem sempre o mais óbvio é o mais civilizado; por vezes, limita-se a ser um capricho medíocre.


Alexandra Almeida

sexta-feira, novembro 24

Mau tempo no país

Estou neste momento de castigo, encurralada no trabalho, à espera de uma aberta meteorológica para regressar a casa...

quinta-feira, novembro 23

Geografia sentimental

Há dias, um post do meu vizinho Ó fez-me pensar nas pessoas que, por variadas razões, se sentem divididas entre dois ou mais países. Nascida e criada em França até aos 6 anos, noto em mim "francesismos" que 20 anos de vivência em Portugal não apagaram.

Arrisco-me a dizer que os traria comigo ainda que nunca tivesse pisado solo francês, certamente influênciada (e enriquecida) por um quotidiano que transcende fronteiras geográficas e reúne hábitos, expressões e vivências de países diferentes. Como eu existe uma população, transversal nas faixas etária, socio-económica, étnica, etc., que transporta consigo uma mescla de culturas de que não se consegue dissociar.

o único reverso da medalha é metade da nossa casa ser aqui e a outra a alguns milhares de quilometros de distância...!

terça-feira, novembro 21

Desilusões

A desilusão é um sentimento que me custa a digerir. Não irrita, não chateia... Acho que acima de tudo, magoa. Tenho por princípio encarar tudo o que é novo como uma tábua rasa onde, experiência após experiência, se criam relevos. Faço o (humanamente) possível por me abster de primeiras impressões e pré-conceitos, porque são a meu ver como ervas daninhas; impedem que os pensamentos fluam. E nesses contornos desenhados sem expectativa, aconchego sentimentos.
Quando existe cuidado e ponderação naquilo que é construído, é natural que uma desilusão seja tudo menos esperada. Recebo-a sem saber ao certo o que fazer e pensar... e coloco um ponto de interrogação no futuro, não o consigo enfrentar de cabeça erguida, só me apetece colocar tudo numa gaveta e ignorar uma vida, a minha.
Sou racional o suficiente para saber que se tentasse um novo começo encontraria de novo este sentimento, por ser inerente à condição humana. O melhor é divagar sobre o assunto e virar a página.
Este capítulo está encerrado, outros me aguardam.

sexta-feira, novembro 17

Revolta

Ontem vi a revolta dos pastéis de Nata (há quem comente filmes, eu comento programas televisivos), e tirei duas conclusões:

a) o programa é mau (já me tinha apercebido disso antes, mas teimo em ver na esperança que melhore porque o formato está engraçado);

b) O José Cid não sabe falar e é mal educado (a propósito do comentário dele "Apetece-me vomitar.", quando questionado sobre o casamento entre homossexuais. De seguida, e porque continuaram a debater o assunto, espetou um pastel de nata contra o cd que lançou recentemente).

quarta-feira, novembro 8

A minha mana

Gosto muito de ti, e hoje pareceu-me um dia tão bom quanto outro qualquer para to dizer...