segunda-feira, janeiro 22

Deturpar ou detorpar

Escrevi mal a palavra deturpar no último post - já corrigi entretanto. A i. alertou-me para isso este fim-de-semana e fê-lo discretamente, porque isto de corrigir alguém em frente a terceiros tem muito que se lhe diga. Podes e deves continuar a fazê-lo e tens o meu consentimento para o fazer em público de futuro :)

(Do lat. deturpáre, «desfigurar»)
v. tr.,
modificar, alterar para pior;
desfigurar;
desfear;
corromper;
adulterar;
tornar torpe.

Não gosto de errar, mas prefiro errar e aprender a permanecer na ignorância... neste caso em particular nem me passou pela cabeça que estaria errada, por isso não me dei ao trabalho de consultar o dicinário. O que nos vale nestas alturas é a exposição que a nossa escrita "sofre". Obrigada, i.!

quinta-feira, janeiro 18

Engolir sapos...

... faz parte da vida e não nos tentemos convencer do contrário. Por mais desagradavel e injusto que possa ser, ajuda-nos por vezes a prosseguir sem metade das chatices e confusões que advêm da "lavagem de roupa suja". Há ocasiões em que é pura e simplesmente impossível falarmos daquilo que nos desagrada; primeiro, porque não vamos ser ouvidos e, por conseguinte, compreendidos; depois, nada do que dissermos vai corrigir o que está errado; por fim, podemos ainda ter o azar de passarmos pelos vilões da história ou de deturparem as nossas palavras.


Infelizmente, isto de engolir sapos não é só vantagens... deixa-nos como que um gosto amargo de hipocrisia e cinismo na boca, por não estarmos a ser transparentes com alguém. Por mais que esqueçamos e perdoemos, aquela aresta ficará sempre por limar.


Não faço disto regra na minha vida, claro. Penso que as ocasiões que referi devem ser excepções porque na maior parte das vezes ser frontal (com o tacto e bom senso adequados à pessoa/situação, senão tornamo-nos meramente brutos) é enriquecedor para as partes envolvidas. Há que conversar, esclarecer malentendidos, não ter medo de dar o braço a torcer...
E não perder a boa-fé nas pessoas.

Quem vai a barcelona, quem é?


(apesar de não estar incluida na foto, também vou!)

quarta-feira, janeiro 17

O mês da trabalheira

Quando o mês de Dezembro chegou ao fim, pensei para os meus botões que Janeiro seria melhor...! Enganei-me! Tenho muitas coisas para exprimir e contar, falta-me é o tempo para as colocar aqui...

Até já, espero eu...!

quarta-feira, dezembro 27

Natal

Apesar de tudo(tudo engloba adversidades da vida, stress, etc.)... o meu Natal foi bom. Passei-o com as minhas entes queridas e acho que desta vez me esforcei por lhes comprar qualquer coisa com gosto, tempo, dedicação. Cheguei à conclusão que comprar prendas não é uma tortura e está longe de ser um feito inalcançável... De certa forma põe à prova os nossos conhecimentos sobre os prendados, aviva-nos a memória e torna-os como que mais presentes.

Votos para 2007

Não vou a tempo de vos desejar Feliz Natal, mas ainda consigo desejar que entrem com o pé direito em 2007!
Beijinhos a todos

terça-feira, dezembro 12

Supresa!

A Sónia cozinha!
(e bem)

quinta-feira, novembro 30

Beijos & Braços

No passado domingo fui ver a peça "Beijos & Abraços". Gostos são gostos, e o meu não se deu bem com a peça... Gostei do diálogo inicial entre as personagens centrais (muito bem representado) e das mudanças de cenário (original); os actores representavam bem, nada parecia "forçado"; a nudez (os quatros actores aparecem nus)... acho que passados dez minutos nem se dá por isso...! Por fim, não consegui deixar de esboçar um sorriso às criticas lançadas às associações LGBT...


Porque digo então que não gostei? Porque a peça me entediou... gira demasiado a volta de questões "genitalenciais", asneiras, jogos de submissão/dominação psicológica. Em suma, achei o enredo pobre.
E agora vamos falar um pouco do que menos gostei nesta minha ida ao Teatro... Começou por ser o texto do encenador e também actor na peça, Luis Assis, que catalogou o país de mediocre e disse estar-se completamente nas tintas para o que os outros possam pensar ou dizer da peça. Não percebo porque se dá então ao trabalho de pesquisar no google referências à peça, e publicá-los na sua página contra a vontade do autor, afirmando: "O autor deste blog pediu-me que retirasse a transcrição aqui reproduzida do seu post e respectivos comentários. No entanto, tratando-se de uma publicação online disponível a qualquer usuário da Internet e que, inclusive, surge nas buscas do Google, quando se procura referências ao Beijos & Abraços (foi assim que o descobri), mantenho aqui obviamente o link, para quem esteja interessado em ler, quer o post, quer os comentários. "


Parece-me que a pessoa mais interessada em ler posts, artigos e outros que tais referentes à peça é a mesma que se está nas tintas para as opiniões de terceiros, mas enfim... Nem sempre o mais óbvio é o mais civilizado; por vezes, limita-se a ser um capricho medíocre.


Alexandra Almeida

sexta-feira, novembro 24

Mau tempo no país

Estou neste momento de castigo, encurralada no trabalho, à espera de uma aberta meteorológica para regressar a casa...

quinta-feira, novembro 23

Geografia sentimental

Há dias, um post do meu vizinho Ó fez-me pensar nas pessoas que, por variadas razões, se sentem divididas entre dois ou mais países. Nascida e criada em França até aos 6 anos, noto em mim "francesismos" que 20 anos de vivência em Portugal não apagaram.

Arrisco-me a dizer que os traria comigo ainda que nunca tivesse pisado solo francês, certamente influênciada (e enriquecida) por um quotidiano que transcende fronteiras geográficas e reúne hábitos, expressões e vivências de países diferentes. Como eu existe uma população, transversal nas faixas etária, socio-económica, étnica, etc., que transporta consigo uma mescla de culturas de que não se consegue dissociar.

o único reverso da medalha é metade da nossa casa ser aqui e a outra a alguns milhares de quilometros de distância...!

terça-feira, novembro 21

Desilusões

A desilusão é um sentimento que me custa a digerir. Não irrita, não chateia... Acho que acima de tudo, magoa. Tenho por princípio encarar tudo o que é novo como uma tábua rasa onde, experiência após experiência, se criam relevos. Faço o (humanamente) possível por me abster de primeiras impressões e pré-conceitos, porque são a meu ver como ervas daninhas; impedem que os pensamentos fluam. E nesses contornos desenhados sem expectativa, aconchego sentimentos.
Quando existe cuidado e ponderação naquilo que é construído, é natural que uma desilusão seja tudo menos esperada. Recebo-a sem saber ao certo o que fazer e pensar... e coloco um ponto de interrogação no futuro, não o consigo enfrentar de cabeça erguida, só me apetece colocar tudo numa gaveta e ignorar uma vida, a minha.
Sou racional o suficiente para saber que se tentasse um novo começo encontraria de novo este sentimento, por ser inerente à condição humana. O melhor é divagar sobre o assunto e virar a página.
Este capítulo está encerrado, outros me aguardam.

sexta-feira, novembro 17

Revolta

Ontem vi a revolta dos pastéis de Nata (há quem comente filmes, eu comento programas televisivos), e tirei duas conclusões:

a) o programa é mau (já me tinha apercebido disso antes, mas teimo em ver na esperança que melhore porque o formato está engraçado);

b) O José Cid não sabe falar e é mal educado (a propósito do comentário dele "Apetece-me vomitar.", quando questionado sobre o casamento entre homossexuais. De seguida, e porque continuaram a debater o assunto, espetou um pastel de nata contra o cd que lançou recentemente).

quarta-feira, novembro 8

A minha mana

Gosto muito de ti, e hoje pareceu-me um dia tão bom quanto outro qualquer para to dizer...

segunda-feira, novembro 6

Existem momentos em que me sinto desprovida de valor... Fujo dos espelhos, evito falar, permaneço no meu canto à espera que melhores dias surjam. E enquanto tudo em mim é amorfo, o mundo gira sem que o consiga acompanhar. É isto que me faz mover: a harmonia com os que me rodeiam, com todas as diferenças que nos possam separar. Sinto-me pequena e fraca, à mercê do bem querer dos outros. Não gosto desta sensação de dependência emocional. Vale-me quem está comigo para o que der e vier.

sexta-feira, novembro 3

Moamba rules!

A propósito da descoberta científica do meu vizinho Ó , já vos disse que aprendi a fazer moamba? Quer dizer, não foi bem aprender. Provei e tentei fazer em casa, mas é um começo! Abusei dos quiabos, os bifes de frango não resultam porque ficam rijos e pouco saborosos (experimentei porque é a parte do frango que fica cozida mais rápido) e o pirão podia ter ficado mais consistente. Aproveito para dizer que tenho de repetir a experiência. Nos dias em que cozinho só para mim tenho a tendência de cozinhar a mesma coisa de sempre ou não cozinhar de todo...

terça-feira, outubro 31

Referendo da discórdia

Ontem vi o "Prós e Contras", que debateu o referendo sobre a despenalização do aborto. Tenho pena que a discussão se tenha prolongado até tão tarde, em parte porque o público teimava ora em bater palmas ora em vaiar os interlocutores... Sinto-me mais esclarecida e pretendo não repetir o mau exemplo que dei no último referendo. Não votei... Enquanto cidadã e mulher, sinto-me culpada.

Sou a favor da despenalização, embora não concorde com algumas das mudanças que esta lei pretende implementar, nomeadamente as elevadas verbas que vamos gastar (não tenho números concretos, foi uma idéia com que fiquei ontem). Aborto despenalizado sim e com ajudas do Estado, mas só nos casos de pobreza extrema... Existem outras prioridades (doentes crónicos, em fase terminal, etc); há que ter em conta que o Serviço Nacional de Saúde não é propriamente a nona maravilha do mundo e por isso existem lacunas graves que necessitam de injecção de capital. E deveria haver um nº limite de abortos. Acho mesmo que se poderia laquear as trompas a mulheres que interrompem uma gravidez mais de "x" vezes, para proteger a integridade física das mesmas.. posso parecer bárbara, mas não vejo solução mais eficaz.

Não concordo que despenalizar o aborto o banalize. Pelo contrário, acho que o número de abortos ilegais ou realizados no estrangeiro nos levam a mudar a lei. Quer queiramos, quer não, continuarão a existir abortos e manter a lei que está em vigor seria mera hipocrisia. Seria fechar os olhos a milhares de ocorrências, desde que tenham lugar em estabelecimentos clandestinos ou estrangeiros.
Em relação ao direito à vida, pouco tenho a dizer. Para mim, a vida humana começa no momento da concepção, mais bracinho, menos bracinho. Não é isso que está em causa, caso contrário também teriamos de pôr em causa os abortos efectuados legalmente neste pais em caso de violação ou má formação do feto. Está em causa sim, uma realidade à qual temos de fazer face. O nº de abortos diminuirá no dia em que este país tiver planeamento familiar e educação sexual. Enquanto o primeiro ponto tem dado alguns passos, o segundo permanece tabu. Escandaloso não é falar de sexo numa escola, mas sim praticar sexo "inseguro" e engravidar por falta de conhecimento ou consciência.
Precisamos de formar consciências num estado laico.

Fotos do fim-de-semana

o grupo

cerveja a mais


antes do disparate


depois do disparate


Fotos de alguns momentos do fim-de-semana (cortesia do menino do menino do Ó)

segunda-feira, outubro 30

Aos nove meses

A minha relação chegou a uma idade bonita: 9 meses.
(este fim-de-semana foi só festejar)

Deixo ficar algumas características aplicadas aos nove meses de idade. A de pedir jantar não me é estranha.. :P A brincar, a bricar o que quero mesmo dizer é que me fazes muito feliz :) te amo.


Utilizando-se de móveis, puxa a si mesmo para levantar.
Senta sozinho e se estica para alcançar um brinquedo sem cair toda hora.
Consegue apanhar um objecto suspenso ou uma bola rolada na direção dele.
Suas mãozinhas são mais hábeis e os movimentos são mais pensados e variados.
Começa a fazer sinais, levantando os braços para ser pego e batendo com a colher para pedir o jantar.

Este blog não é a mesma coisa...


... se não tiver fotos "especiais" da Sónia & Companhia!

Fim-de-semana em grande

Fui de novo para Alcaria da Serra, uma terra simpática e calma. O pretexto foi o aniversário do menino que não tem meio termo e a chegada foi celebrada com um banquete de moamba...! Nunca tinha comido e fiquei adepta! (Décio, agradece à tua mãe)

Já te dei os parabéns pessoalmente, mas fica aqui um beijinho cibernético ao aniversariante. Desejo-te coisas boa, muita força e felicidade.