quarta-feira, janeiro 30

Que bem que isto me sabia...


e era merecido...! (este blog é meu, tenho o direito de me fazer de coitadinha)
Entretanto, e isto não tem nada a ver com a foto anterior, enquanto pesquisava uma imagem paradisíaca de descanso, encontrei outra que me fez lembrar da minha viagem à Serra da Estrela (está quase!):


Aproveito para alertar os meus companheiros de viagem que estão proibidos de me empurrar encosta abaixo para me ver rebolar na neve, ok?!

quinta-feira, janeiro 24

Memórias

Estava a ver o blog da minha mana (já escrevias algo novo, não?) quando me pus a pensar no seu ombro deslocado. E depois lembrei-me de uma vez que ela se distraiu, bateu com a vista em qualquer coisa e ficou com um derrame enorme. E ainda da outra vez que estava com frio e pôs as mãos nos bolsos com tanta força que fez uma nódoa negra a virar para o hematoma. Tenho saudades destas aventuras dela...
A minha mãe, por seu lado, era especialista em arrastar sozinha movéis e pedras decorativas pesadíssimos porque achava que "ficavam melhor na outra parede", para a seguir pintar a casa sem tapar nada, deixando tudo pintalgado de tinta. E depois passava uma semana dorida e coberta de nódoas negras, ao ponto de parecer sofrer de maus tratos... Mas mau, mau, era se nessa semana ela via um móvel, madeira, pedra, pedacinho de palmeira, espelho, candeeiro, etc. que quisesse levar para casa e restaurar/usar para decoração. Aí atingíamos o climax: era vê-la despenteda com roupa de bricolage, decorada de nódoas negras e salpicos de tinta, à beira de lixo alheio enquanto as filhas fingiam não a conhecer, afastando-se sorrateiramente.

quarta-feira, janeiro 23

Defeitos

Existem defeitos que toleramos em nós mesmos, achamos uma certa piada e sabemos fazerem parte da nossa identidade. Eu sou distraída, sempre me conheci assim e não me importo. Já estou habituada a a criar lembretes, colar post-it's, não ser capaz de reproduzir uma conversa, franzir o sobrolho porque me lembro vagamente daquilo que estão a falar, etc.. Torna-se complicado sobretudo para a minha cara-metade que tem de se lembrar das coisas a dobrar (felizmente tive sorte e estou com alguém que tem memória de elefante).
Para além destes defeitos "benignos", existem aqueles que não têm nada a ver com o resto do nosso caractér. Parecem estar dissociados de nós e pertencerem a outra pessoa. Esses são os que eu de-tes-to.
Um desses defeitos "malignos" consiste em responder às perguntas que me fazem, quando por vezes devia dizer simplesmente para perguntar a quem de direito. Isto é chato quando as respostas acabam por expor a vida de terceiros. Sei assistir a uma conversa onde teria 1001 oportunidades para contar coisas sem me descair, mas tenho muita dificuldade em me esquivar a perguntas descaradas. Está na altura de aprender.

terça-feira, janeiro 15

Regras

Uma vez disseram-me uma frase que me ficou gravada na memória, "os princípios são feitos para as pessoas e não as pessoas para os princípios", querendo com isto dizer que não devemos adoptar um principio e segui-lo cegamente, haja o que houver.
Penso nisto agora que trabalho com mais regras e vejo as pessoas a comentarem mal alguém foge um bocadinho àquilo; e é no meio desses comentários que se acaba por infringir tudo aquilo que as regras pretendem alcançar: o bem estar individual numa organização colectiva.
Os principios são orientadores, mas quando não são acompanhados de bom senso geram paranóia. A única coisa gira no meio disto tudo é assistir a conversas paranóicas, em jeito de "o céu vai-nos cair sobre a cabeça".

sexta-feira, janeiro 11

Há coisas lixadas...

E uma delas é subir de escalão no IRS por um aumento de meia dúzia de euros. Enfim, algum dia teria de ser...

Até agora o ano 2008 tem-se revelado mais optimista que 2007, provavelmente porque não tenho tido tempo para me coçar, quanto mais para pensar nas mazelas da vida...! Ainda não me habituei ao novo local de trabalho,mais propriamente à minha sala. Somos muitas pessoas para um espaço tão pequeno o que faz com que haja mais barulho, confusão, interrupções, etc.. Juro que há alturas que só me apetece bater em alguém!

Esta semana passou a correr. Quando dei conta era sexta feira e estava na hora de sair! O momento alto da minha semana foi quando um senhor veio tirar dúvidas comigo. O senhor em causa tinha 2metros, sem exagero. Perceberam? 2 metros, momento alto? (se depois de lerem o trocadilho tiverem o impulso de me dizer coisas desagradáveis, lembrem-se por favor que é preciso ter coragem para escrever uma piada destas. Além disso é tarde. E eu estou cansada.)

segunda-feira, janeiro 7

Tenho uma coisinha nova

Se olharem para a vossa direita, poderão ver que tenho uma coisinha nova no blog que por um lado me vai ajudar a não perder de vista um objectivo que tracei de tirar a carta até ao final de Junho de 2008, e por outro vai ajudar-vos a saber que a partir dessa data há que ter cuidados redobrados na estrada uma vez que estarei por lá!

quarta-feira, janeiro 2

Ano novo!

Pois bem, eis que o ano 2007 chegou ao fim. Se tivesse de o descrever, compara-lo-ia a um filme que nos mantém na expectativa durante 3 horas e acaba num ápice, sem que tenhamos tido tempo de saborear e digerir o final.

Mas se olhar para trás sou forçada a admitir que 2007 esteve longe de ser um ano estéril, quer para mim, quer para os meus próximos. Por isso entro em 2008 feliz e contente, com vontade de viver mais bons momentos, mais felicidade, mais.

Acho que a única coisa que precisa de entrar nos eixos em 2008 são os meus projectos pessoais, aquela coisa coisa com cheiro a bafio que arquivei há muito tempo atrás.

Feliz 2008 a tod@s!

segunda-feira, dezembro 17

A minha primeira vez

A primeira vez que me sentei em frente ao computador de casa, já ligado à net, tive a maravilhosa sensação que um burro terá ao olhar para um palácio. Passei a maior parte do tempo a olhar para o google e a tentar lembrar-me das 89732871 coisas que guardei na minha lista mental de coisas-a-ver-na-net-quando-a-tiver-instalada-em-casa-aí-é-que-vai-ser-bom.

A única coisa que me lembrei de pesquisar foi o Tratado de Lisboa. Queria saber a certo do que se tratava e no que é que me ia afectar. Não queria sair-me com uma resposta "Dizem que vai mudar muita coisa!"ou "Sei que foi assinado em Lisboa. Já viste como a Dulce Pontes está feia?". Agora já posso dizer que googlei o assunto e não me lembro muito bem o que li. Sim, porque isto de ter net não nos retém a informação na cabeça!(googlar é uma palavra fixe quando se tem net; saída de pessoas que não têm net soa a uma adaptação pirosa e pretenciosa) .

Finalmente, NET EM CASA!

quarta-feira, novembro 7

Tempos conturbados

vou precisar de muita paciência e discernimento nos tempos conturbados em que vivo . Paciência para dar tempo às palavras sairem amadurecidas; discernimento para perceber se as devo deitar cá para fora, não vão elas virar-se contra mim...

Não me resta por ora outro remédio senão seguir o sábio conselho de Oscar Wilde:

A little sincerity is a dangerous thing, and a great deal of it is absolutely fatal.

terça-feira, outubro 30

Parabéns!



Ontem não consegui escrever nada... mas não queria deixar de te desejar os parabéns na minha humilde casa! e umas quantas fotos para recordar... :P
Beijinhos :)




sábado, outubro 27

Era uma vez...

...uma empresa repleta de trabalhadores; as suas vidas eram banais, levadas ao ritmo característico de um escritório. Cada um desempenhava as suas funções, tratava de papelada, olhava para o computador e tratava do seu trabalho. Certo dia, um dia que prometia ser igual a tantos outros, uma das trabalhadoras exclama:

- Olhem, está um gatinho lá em baixo!

É então que todos nós largamos os nossos papéis e espreitamos pela janela




Qual não é o nosso espanto quando vemos um gatinho pequenino lá em baixo, no pátio das máquinas de ar condicionado que, note-se, não tem outro acesso que uma porta com alarme; a outra entrada implica uma queda equivalente a 3 andares...

Ainda perplexos, ligamos ao porteiro que nos diz não haver nada a fazer, uma vez que já não se encontrava ninguém que nos pudesse dar acesso ao pátio. Estávamos a uma 5ª feira e 6ª era feriado... Atirámos a comida que encontrámos e na 6ª levámos-lhe mais comida.
Na 2ª feira, um grupo de senhores tentou apanhar o gatinho, sem êxito. É então que recorremos a uma da nossas colegas, pertencente a uma Associação de Protecção de Animais, que se prontifica a trazer uma armadilha no dia seguinte.

Na 3ª feira o sacano do gato não cai na armadilha... A primeira coisa que fizemos foi espreitar pela janela na 4ª feira de manhã, e lá estava o gatinho na armadilha!

O gatinho já tem dona... Chama-se Alexandra e é a autora deste blog :P Depois de alguns dias, lá conseguimos descobrir que o gatinho é uma gatinha e chamámos-lhe Yuna. A Yuna chegou a nossa casa muito assustada, passava o tempo todo debaixo do safá-cama mas pouco a pouco tornou-se meiga e bricalhona. Já se passaram quase três semanas desde que se tornou membro da nossa família.



(tentativa de tirar uma foto à Yuna comigo)

quinta-feira, outubro 25

A vida não é ficção

Não consigo exprimir a inveja que sinto das personagens de ficção que a dado momento do enredo agem e salvam o dia. Sabem o que dizer, quando dizer e como dizer. Parecem-me intocáveis e seguras de si, prevendo a cada instante as dificuldades que se avizinham. Nada nem ninguém lhes faz perder a calma; nenhum obstáculo lhes é intransponível.
Sinto-me um peixe fora de água... O que antes fazia sem me questionar é agora um quebra-cabeças. Faço, não faço? Digo, não digo? Sei, não sei? Nada do que me sai das mãos tem brilho e aos meus argumentos falta a eloquência de outrora... Tenho saudades de ouvir um obrigado sentido porque fiz a diferença, de me sentir necessária, de salvar dias.
Não sei combater isto, não sei manter a calma sem sentir angústia, não sei estar num sítio onde não faço falta.

terça-feira, outubro 23

Estreou hoje

Não um filme, mas um blog que poderão encontrar aqui . Dou-vos a mesma pista (para quem conhece a autora) : a pessoa que o criou pensa ter - e tem, na maioria das vezes, é verdade - sempre razão. :P


Boa leitura!

quinta-feira, outubro 18

Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.

Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.

Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.


António Gedeão "Amostra sem valor"

terça-feira, outubro 2

Que preguiça de escrever!

Não me apetece escrever nada de nada...
Desde o meu último post tive uma viagem a Espanha, que publicarei aqui quando as tiver e nessa altura contarei os pormenores mais interessantes. De resto, tive direito a uma inundação às 5h da manhã que me obrigou a ensopar toalhas de traseiro para o ar durante mais de 1h!...
Ando muito saudosa da minha cara metade que me "largou" pela faculdade, conciliada com trabalho e outras responsabilidades de pessoa crescida. Mas a saudade é uma coisa boa, alimenta o bem querer e a vontade de estarmos perto :)

Insólito, mas verdade

Pensei que este tipo de história fosse um mito... Estou tão parva que ainda me custa a acreditar.

Ontem quando cheguei ao trabalho recebemos um telefonema a anunciar que uma colega minha dera à luz, o que é normal, não fosse o facto de ela ter saído da empresa na sexta-feira sem que ninguém soubesse, inclusive ela, que estava grávida. Nesse dia à noite dirigiu-se às urgências pensando ter uma cólica renal e teve um bebé!Pensei tratar-se de uma brincadeira, até que um grupo de colegas meus foi ao Hospital e trouxe fotografias dela com o rebento.

É um menino saudável e tem 3,2Kg.

sexta-feira, agosto 17

Net, pc's & cpª, lda

Decidi pôr net em casa. Todo o cosmos me envia sinais para o fazer, portanto decidi resignar-me à ideia... não que me desagrade, atenção, o que chateia é ter de ver 41657456 ofertas diferentes e saber qual é a mais acertada.

A outra saga na qual estou implicada ainda que indirectamente é a compra de um portátil para a minha cara-metade que entrou este ano para a faculdade, para grande orgulho meu. Felizmente, existe muita informação disponivel online para leigos o que me permite pouco a pouco definir um conjunto de caracteristicas porreiras para fazer uma boa compra.

Confesso que no inicio quando via por exemplo: AMD AM2 Athlon 64 3000+ 1800MHz 512KB, fechava a página e ia fazer outra coisa porque se eu quisesse ler coisas complicadas aprendia japonês ou mandarim!

sexta-feira, agosto 3

A bebedeira dos trinsta anos

(mana, não resisti a roubar-te a foto, desculpa!)
Um gande beijinho para a minha mana

Movimento Slow Down

“Há já 18 anos que ingressei na Volvo, empresa sueca bem conhecida. Trabalhar com eles é uma convivência deveras interessante. Qualquer projecto aqui demora dois anos a concretizar-se, mesmo que a ideia seja brilhante e simples. É uma regra. Os processos globalizados causam-nos a nós (portugueses, brasileiros, argentinos, colombianos, peruanos, venezuelanos, mexicanos, australianos, asiáticos, etc.) uma ansiedade generalizada na busca de resultados imediatos. Consequentemente, o nosso sentido de urgência não surte efeito dentro dos prazos lentos dos suecos. Os suecos debatem, debatem, realizam "n" reuniões, ponderações, etc.
E trabalham! com um esquema bem mais “slowdown". O melhor é constatar que, no fim, isto acaba por dar sempre resultados no tempo deles (suecos) já que conjugando a necessidade amadurecida com a tecnologia apropriada, é muito pouco o que se perde aqui na Suécia.

Resumindo

1. A Suécia é do tamanho do estado de São Paulo (Brasil).
2. A Suécia tem apenas dois milhões de habitantes.
3. A sua maior cidade, Estocolmo, tem apenas 500.000 habitantes (compare-se com Paris, Londres, Berlim, Madrid, mesmo Lisboa…; ou cidades balneares como Mar del Plata, Argentina, onde vivem permanentemente 1 milhão de pessoas, ou ainda a cidade de Rosário, Argentina, com três milhões).
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Skandia, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare , etc. Nada mal, hein? Para se ter uma ideia da sua importância basta mencionar que a Volvo fabrica os motores de propulsão para os foguetes da NASA.

Os suecos podem estar enganados, mas são eles que me pagam o salário. Devo referir que não conheço nenhum outro povo com uma cultura colectiva superior à dos suecos.

Actualmente, há um grande movimento na Europa chamado "Slow Food". A “Slow Food International Association”, cujo símbolo é um caracol, tem a sua sede em Itália (o site na Internet é muito interessante.
www.slowfood.com)


O que o movimento Slow Food preconiza é que se deve comer e beber com calma, dar tempo para saborear os alimentos, desfrutar da sua preparação, em família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A ideia é contraposição ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. Na base de tudo isto está o questionamento da "pressa" e da "loucura" geradas pela globalização, pelo desejo de "ter em quantidade" (nível de vida) em contraponto ao "ter em qualidade", “Qualidade de vida" ou “Qualidade do ser".

Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, ainda que trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que os seus colegas americanos e ingleses. E os alemães, que em muitas empresas já implantaram a semana de 28,8 horas de trabalho, viram a su produtividade aumentar uns apreciáveis 20%.

Portanto, esta "actitude sem pressa" não significa fazer menos nem ter menor produtividade.

Significa sim, trabalhar e fazer as coisas com "mais qualidade" e "mais produtividade", com maior perfeição, com atenção aos detalhes e com menos stress.

Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do prazer dum belo ócio e da vida em pequenas comunidades.

Do "aqui" presente e concreto, em contraposição ao "mundial" indefinido e anónimo.

Significa retomar os valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do quotidiano, da simplicidade de viver e conviver, e até da religião e da fé.


É saudável reflectir sobre tudo isto.¿Será que os antigos provérbios: “Devagar se vai ao longe" e “A pressa é inimiga da perfeição" merecem novamente a nossa atenção nestes tempos de loucura desenfreada?

Não seria útil e desejável que as empresas da nossa comunidade, cidade, Estado ou país, começassem já a pensar em desenvolver programas sérios de “qualidade sem pressa" até para aumentarem a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços sem necessariamente se perder “qualidade do ser"?


Assinado por Hoy Viernes