Pois bem, eis que o ano 2007 chegou ao fim. Se tivesse de o descrever, compara-lo-ia a um filme que nos mantém na expectativa durante 3 horas e acaba num ápice, sem que tenhamos tido tempo de saborear e digerir o final.
Mas se olhar para trás sou forçada a admitir que 2007 esteve longe de ser um ano estéril, quer para mim, quer para os meus próximos. Por isso entro em 2008 feliz e contente, com vontade de viver mais bons momentos, mais felicidade, mais.
Acho que a única coisa que precisa de entrar nos eixos em 2008 são os meus projectos pessoais, aquela coisa coisa com cheiro a bafio que arquivei há muito tempo atrás.
quarta-feira, janeiro 2
Ano novo!
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Mistinguette
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7:08 p.m.
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segunda-feira, dezembro 17
A minha primeira vez
A primeira vez que me sentei em frente ao computador de casa, já ligado à net, tive a maravilhosa sensação que um burro terá ao olhar para um palácio. Passei a maior parte do tempo a olhar para o google e a tentar lembrar-me das 89732871 coisas que guardei na minha lista mental de coisas-a-ver-na-net-quando-a-tiver-instalada-em-casa-aí-é-que-vai-ser-bom.
A única coisa que me lembrei de pesquisar foi o Tratado de Lisboa. Queria saber a certo do que se tratava e no que é que me ia afectar. Não queria sair-me com uma resposta "Dizem que vai mudar muita coisa!"ou "Sei que foi assinado em Lisboa. Já viste como a Dulce Pontes está feia?". Agora já posso dizer que googlei o assunto e não me lembro muito bem o que li. Sim, porque isto de ter net não nos retém a informação na cabeça!(googlar é uma palavra fixe quando se tem net; saída de pessoas que não têm net soa a uma adaptação pirosa e pretenciosa) .
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Mistinguette
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10:09 p.m.
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quarta-feira, novembro 7
Tempos conturbados
vou precisar de muita paciência e discernimento nos tempos conturbados em que vivo . Paciência para dar tempo às palavras sairem amadurecidas; discernimento para perceber se as devo deitar cá para fora, não vão elas virar-se contra mim...
Não me resta por ora outro remédio senão seguir o sábio conselho de Oscar Wilde:
A little sincerity is a dangerous thing, and a great deal of it is absolutely fatal.
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1:31 p.m.
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terça-feira, outubro 30
Parabéns!
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1:45 p.m.
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sábado, outubro 27
Era uma vez...
...uma empresa repleta de trabalhadores; as suas vidas eram banais, levadas ao ritmo característico de um escritório. Cada um desempenhava as suas funções, tratava de papelada, olhava para o computador e tratava do seu trabalho. Certo dia, um dia que prometia ser igual a tantos outros, uma das trabalhadoras exclama:
- Olhem, está um gatinho lá em baixo!
É então que todos nós largamos os nossos papéis e espreitamos pela janela
Qual não é o nosso espanto quando vemos um gatinho pequenino lá em baixo, no pátio das máquinas de ar condicionado que, note-se, não tem outro acesso que uma porta com alarme; a outra entrada implica uma queda equivalente a 3 andares...
Ainda perplexos, ligamos ao porteiro que nos diz não haver nada a fazer, uma vez que já não se encontrava ninguém que nos pudesse dar acesso ao pátio. Estávamos a uma 5ª feira e 6ª era feriado... Atirámos a comida que encontrámos e na 6ª levámos-lhe mais comida.
Na 2ª feira, um grupo de senhores tentou apanhar o gatinho, sem êxito. É então que recorremos a uma da nossas colegas, pertencente a uma Associação de Protecção de Animais, que se prontifica a trazer uma armadilha no dia seguinte.
Na 3ª feira o sacano do gato não cai na armadilha... A primeira coisa que fizemos foi espreitar pela janela na 4ª feira de manhã, e lá estava o gatinho na armadilha!
O gatinho já tem dona... Chama-se Alexandra e é a autora deste blog :P Depois de alguns dias, lá conseguimos descobrir que o gatinho é uma gatinha e chamámos-lhe Yuna. A Yuna chegou a nossa casa muito assustada, passava o tempo todo debaixo do safá-cama mas pouco a pouco tornou-se meiga e bricalhona. Já se passaram quase três semanas desde que se tornou membro da nossa família.
(tentativa de tirar uma foto à Yuna comigo)
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7:24 p.m.
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quinta-feira, outubro 25
A vida não é ficção
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6:44 p.m.
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terça-feira, outubro 23
Estreou hoje
Não um filme, mas um blog que poderão encontrar aqui . Dou-vos a mesma pista (para quem conhece a autora) : a pessoa que o criou pensa ter - e tem, na maioria das vezes, é verdade - sempre razão. :P
Boa leitura!
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Mistinguette
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7:07 p.m.
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quinta-feira, outubro 18
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.
António Gedeão "Amostra sem valor"
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12:39 p.m.
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terça-feira, outubro 2
Que preguiça de escrever!
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Mistinguette
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12:37 p.m.
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Insólito, mas verdade
Pensei que este tipo de história fosse um mito... Estou tão parva que ainda me custa a acreditar.
Ontem quando cheguei ao trabalho recebemos um telefonema a anunciar que uma colega minha dera à luz, o que é normal, não fosse o facto de ela ter saído da empresa na sexta-feira sem que ninguém soubesse, inclusive ela, que estava grávida. Nesse dia à noite dirigiu-se às urgências pensando ter uma cólica renal e teve um bebé!Pensei tratar-se de uma brincadeira, até que um grupo de colegas meus foi ao Hospital e trouxe fotografias dela com o rebento.
É um menino saudável e tem 3,2Kg.
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Mistinguette
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11:45 a.m.
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sexta-feira, agosto 17
Net, pc's & cpª, lda
Decidi pôr net em casa. Todo o cosmos me envia sinais para o fazer, portanto decidi resignar-me à ideia... não que me desagrade, atenção, o que chateia é ter de ver 41657456 ofertas diferentes e saber qual é a mais acertada.
A outra saga na qual estou implicada ainda que indirectamente é a compra de um portátil para a minha cara-metade que entrou este ano para a faculdade, para grande orgulho meu. Felizmente, existe muita informação disponivel online para leigos o que me permite pouco a pouco definir um conjunto de caracteristicas porreiras para fazer uma boa compra.
Confesso que no inicio quando via por exemplo: AMD AM2 Athlon 64 3000+ 1800MHz 512KB, fechava a página e ia fazer outra coisa porque se eu quisesse ler coisas complicadas aprendia japonês ou mandarim!
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Mistinguette
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10:56 a.m.
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sexta-feira, agosto 3
Movimento Slow Down
“Há já 18 anos que ingressei na Volvo, empresa sueca bem conhecida. Trabalhar com eles é uma convivência deveras interessante. Qualquer projecto aqui demora dois anos a concretizar-se, mesmo que a ideia seja brilhante e simples. É uma regra. Os processos globalizados causam-nos a nós (portugueses, brasileiros, argentinos, colombianos, peruanos, venezuelanos, mexicanos, australianos, asiáticos, etc.) uma ansiedade generalizada na busca de resultados imediatos. Consequentemente, o nosso sentido de urgência não surte efeito dentro dos prazos lentos dos suecos. Os suecos debatem, debatem, realizam "n" reuniões, ponderações, etc.
E trabalham! com um esquema bem mais “slowdown". O melhor é constatar que, no fim, isto acaba por dar sempre resultados no tempo deles (suecos) já que conjugando a necessidade amadurecida com a tecnologia apropriada, é muito pouco o que se perde aqui na Suécia.
Resumindo
1. A Suécia é do tamanho do estado de São Paulo (Brasil).
2. A Suécia tem apenas dois milhões de habitantes.
3. A sua maior cidade, Estocolmo, tem apenas 500.000 habitantes (compare-se com Paris, Londres, Berlim, Madrid, mesmo Lisboa…; ou cidades balneares como Mar del Plata, Argentina, onde vivem permanentemente 1 milhão de pessoas, ou ainda a cidade de Rosário, Argentina, com três milhões).
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Skandia, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare , etc. Nada mal, hein? Para se ter uma ideia da sua importância basta mencionar que a Volvo fabrica os motores de propulsão para os foguetes da NASA.
Os suecos podem estar enganados, mas são eles que me pagam o salário. Devo referir que não conheço nenhum outro povo com uma cultura colectiva superior à dos suecos.
Actualmente, há um grande movimento na Europa chamado "Slow Food". A “Slow Food International Association”, cujo símbolo é um caracol, tem a sua sede em Itália (o site na Internet é muito interessante.
www.slowfood.com)
O que o movimento Slow Food preconiza é que se deve comer e beber com calma, dar tempo para saborear os alimentos, desfrutar da sua preparação, em família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A ideia é contraposição ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. Na base de tudo isto está o questionamento da "pressa" e da "loucura" geradas pela globalização, pelo desejo de "ter em quantidade" (nível de vida) em contraponto ao "ter em qualidade", “Qualidade de vida" ou “Qualidade do ser".
Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, ainda que trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que os seus colegas americanos e ingleses. E os alemães, que em muitas empresas já implantaram a semana de 28,8 horas de trabalho, viram a su produtividade aumentar uns apreciáveis 20%.
Portanto, esta "actitude sem pressa" não significa fazer menos nem ter menor produtividade.
Significa sim, trabalhar e fazer as coisas com "mais qualidade" e "mais produtividade", com maior perfeição, com atenção aos detalhes e com menos stress.
Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do prazer dum belo ócio e da vida em pequenas comunidades.
Do "aqui" presente e concreto, em contraposição ao "mundial" indefinido e anónimo.
Significa retomar os valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do quotidiano, da simplicidade de viver e conviver, e até da religião e da fé.
É saudável reflectir sobre tudo isto.¿Será que os antigos provérbios: “Devagar se vai ao longe" e “A pressa é inimiga da perfeição" merecem novamente a nossa atenção nestes tempos de loucura desenfreada?
Não seria útil e desejável que as empresas da nossa comunidade, cidade, Estado ou país, começassem já a pensar em desenvolver programas sérios de “qualidade sem pressa" até para aumentarem a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços sem necessariamente se perder “qualidade do ser"?
Assinado por Hoy Viernes
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Mistinguette
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2:50 p.m.
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domingo, julho 8
Ferias
As ferias sao sem duvida uma das maiores maravilhas deste mundo.
(Neste momento estou a atrofiar com o teclado da minha irma que sofre da falta de alguns acentos e tem as letras todas trocadas! Gostava de escrever algo profundo e eloquente mas vejo-me impedida por problemas técnicos )
As minhas estao a saber-me bem sobretudo porque as estou a passar junto das pessoas que amo... Melhor, melhor, so se as conseguisse juntar todas. Um dia, quem sabe?
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Mistinguette
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12:29 p.m.
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segunda-feira, junho 18
Mudanças
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Mistinguette
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1:05 p.m.
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terça-feira, junho 12
quinta-feira, maio 10
A borbulha maléfica

A pinta vermelha não nada é mais, nada menos do que uma borbulha maléfica que se instalou no queixo de uma colega minha na véspera de uma reunião importante. O retrato-robot é da minha autoria.
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Mistinguette
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1:41 p.m.
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terça-feira, maio 8
Estou viva
.. e de boa saúde, como se quer. Não tenho actualizado o blog por pura preguiça... Para aqueles que se perguntam o que me aconteceu, estou neste momento a aniquilar a flacidez que há em mim. Comecei a fazê-lo no doming oe agora olho para o espelho de 15 em 15 minutos como que à espera do milagre da multiplicação dos músculos.
TUDO me dói.
Dores a parte, continuo parva.
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Mistinguette
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5:52 p.m.
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